Fevereiro 28, 2012
"Parasse a vida um passo atrás…"
Conta-me o que faço se o tempo me escapar antes de o ter vivido?
E se o corpo parar antes de se terem cumprido metas que a razão embalsamou no coração?
E se adormecermos antes da noite começar, sem mais manhãs para acordar?
Conta-me o que faço eu se o tempo me escapar antes de o ter vivido?
Se parar o coração no bater da decisão do destino que não comando.
Se secar a pele e o olhar antes de brilharem todos os dias.
Conta-me tu então, o que faço eu ao tempo que temo que me roube o que não vivi?
E se perder? E se te perder?
Parasse a vida um passo atrás o que não teria mudado só para te viver um pouco mais. Um tempo mais… que este não me chega.
Fevereiro 23, 2012
Inveja é...
Fevereiro 21, 2012
Fevereiro 09, 2012
meu amor
Quando tremes e me abanas e me estremeces a cabeça e o equílibrio do corpo já tão abalado em ti.
Quando me atravessas com o teu calor sufocante e te entranhas num cheiro de paixão tão próprio, tão forte.
E quando me perco e não vejo as tuas saídas que me ajudam a encontrar as minhas.
Quando sonho que podia viver contigo o resto da vida e ter um projeto teu, contigo.
Quando me gelas a pele e o instinto de te amar tanto e quando me consegues arrefecer o calor tão guardado cá dentro.
É quando te vejo, toco, até se te piso. É esse momento também que me faz amar-te, demais.
É quando me metes medo e cantas canções de gaivotas perdidas.
Quando me salpicas indiscriminadamente a pele, sem aviso, e quando a esmagas num turbilhão de movimentos que vão e voltam sempre.
Quando me encurralas entre a pedra gasta e o tinto robusto, na noite que me espanta como uma criança a ver o mundo a primeira vez.
Ou quando me espreitas quando acho que já te fintei.
Quando me sopras jazz ao ouvido, como um ritual de sedução que só os mais descarados têm.
Amo-te.
E sufoco-me de paixão por ti.
Perco-me e retomo-me cada vez que voltamos.
Veneza. Amo-te.
sorrounded by...
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