
Chegávamos à escola sempre com as manhãs ainda a começar.
No inverno eu usava collants e ela meias pelo joelho.
Eu era da turma dos não vocacionados e ela dos vocacionados para a música.
Uma vez partiu o braço e fez disso uma festa e não descansou enquanto não autografámos o gesso todo.
Eu viva sempre resguardada em timidez e ela em gargalhadas.
Um dia a saúde pregou-lhe uma valente partida e foi operada. Sempre soube que ter uma família fazia parte dos seus planos, mas o facto de saber que os sonhos lhe podiam sair debilitados, isso nunca a demoveu do seu fim.
Aprendeu sempre a conquistar o mundo pela fé que depositava em tudo.
Soube sempre esperar pelo momento certo, sempre com a gargalhada perante a vida que teve como quando partiu o braço, ou quando os ovários a traíram. E esperou com dignidade.
Casou.
Nasceu um Francisco.
“Joana, precisamos de ti”.
Achei que tinha apenas saudades, como eu tenho sempre tanta deles.
Mas esta manhã ligou: “O Francisco vai ter um mano (a)”.
Não me contenho em choro de alegria.
Eu sempre usei collants no frio, ela meias pelo joelho.
Sempre tive mais medo, ela sempre acreditou.
E a vida retribui-lhe a fé que ela deposita em tudo.
Eu vou ter mais um sobrinho e isso vai-me aquecendo em muito o coração.
E a minha amiga pequenina da escola será sempre a minha pequenina vitoriosa.
No inverno eu usava collants e ela meias pelo joelho.
Eu era da turma dos não vocacionados e ela dos vocacionados para a música.
Uma vez partiu o braço e fez disso uma festa e não descansou enquanto não autografámos o gesso todo.
Eu viva sempre resguardada em timidez e ela em gargalhadas.
Um dia a saúde pregou-lhe uma valente partida e foi operada. Sempre soube que ter uma família fazia parte dos seus planos, mas o facto de saber que os sonhos lhe podiam sair debilitados, isso nunca a demoveu do seu fim.
Aprendeu sempre a conquistar o mundo pela fé que depositava em tudo.
Soube sempre esperar pelo momento certo, sempre com a gargalhada perante a vida que teve como quando partiu o braço, ou quando os ovários a traíram. E esperou com dignidade.
Casou.
Nasceu um Francisco.
“Joana, precisamos de ti”.
Achei que tinha apenas saudades, como eu tenho sempre tanta deles.
Mas esta manhã ligou: “O Francisco vai ter um mano (a)”.
Não me contenho em choro de alegria.
Eu sempre usei collants no frio, ela meias pelo joelho.
Sempre tive mais medo, ela sempre acreditou.
E a vida retribui-lhe a fé que ela deposita em tudo.
Eu vou ter mais um sobrinho e isso vai-me aquecendo em muito o coração.
E a minha amiga pequenina da escola será sempre a minha pequenina vitoriosa.
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