Chega-se ao Alentejo para chegar a qualquer coisa de mais funda em nós.
Talvez o que habita, em quem ama o Alentejo, seja o silêncio, que é o que basta para quem contempla apenas o nada de si mesmo, da vida como essência.
O Alentejo é nostálgico, forte e marcado de cor, presente e perturbador, marcante, mas nem todos o suportam pela solidão que carrega e o tempo que o atravessa, sem dó, aviso, ou prazo de duração.
E eu regresso a mim, cada vez que piso este Alentejo, de vida maturada, às vezes dorida e árida, mas de uma vastidão que se faz perder nos que a olham com vista curta.
E assim cumpro os meus 32 anos.
3 comments:
Já perecebo porque gosto tanto de ler o teu blog.
Temos as mesmas ideias, os meus gosto, a mesma idade e a paixão pelo alentejo que me vi nascer....
é um bom elogio :)
Sim, é.....ao ler o teu blog, penso que afinal não sou só eu a ter as mesma dúvidas, (in)sortes e tudo o resto....dizem que ser feliz é fácil, mas para mim, as vezes custa tanto....
Enviar um comentário